| Mais massacres no Timor-Leste | 29 Abril 1999 |
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Do Canal Lusofonia de Vieiros, o "bairro galego" na Internet
Timor-Leste: Violência aumenta no território
Dili.- A Amnistia Internacional (AI) denunciou que a "Sangue Vermelho", uma milícia leal ao governo indonésio, está a planear executar, a partir de próximo sábado, uma campanha de "limpeza étnica" e varrer de Timor homens, mulheres e crianças favoráveis à independência do território. Citando um documento do grupo, a AI assegurou que o "Sangue Vermelho" pretende retirar a população pró-Jacarta de Dili e, em seguida, "exterminar" qualquer um que sobre na cidade.
Assim como a AI, outros grupos de direitos humanos exigiram o desarmamento das milícias. "Os assassinatos, o terror e a intimidação praticados pelas milícias em Timor-Leste têm grande repercussão sobre a população. Centenas foram mortos e feridos", disseram os grupos em apelo conjunto apresentado ao subsecretário dos Negócios Estrangeiros britânico, Derek Fatchett, que se encontra em visita àquele território.
"Ao contrário das declarações do governo indonésio, de que garantiria uma solução pacífica para o problema de Timor-Leste, a incidência da violência está em ascensão", afirmou o comunicado.
As milícias leais a Jacarta prometeram impedir a realização da consulta popular, marcada para 8 de Agosto, e dar o sangue pela manutenção de Timor-Leste como parte integrante da Indonésia.
Dentro de algumas semanas, a ONU enviará uma força policial internacional para Timor-Leste, mas a Indonésia insistiu que o pessoal apenas irá colaborar com a segurança com o objectivo de preparar a votação. Jacarta descartou a possibilidade de instauração de uma força de paz da ONU. A igreja e militantes dos direitos humanos disseram que mais de 100 pessoas morreram no último fim de semana quando as milícias atacaram os arredores da cidade de Suai, a cerca de 120 quilômetros de Dili.
Em seu apelo conjunto, os grupos de direitos humanos pediram o envio imediato de uma força de paz da ONU, o desarmamento das milícias e a retirada das tropas indonésias, seguida pela deposição de armas das guerrilhas pró-independência.