| Campanha pola anistia para Toni Negri | 19 Junho 1999 |
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O intelectual, teórico marxista e professor italiano Antonio Negri ou Toni Negri foi acusado em 1979, quando era membro da organização Autonomia Organizzata, de promover as acções violentas das Brigadas Vermelhas e do sequestro e assassinato do político demo-cristão Aldo Moro. Autonomia Organizzata e as Brigadas Vermelhas eram organizações distintas, embora compartilhassem princípios ideológicos e objectivos políticos na denominada libertação das classes trabalhadoras. Apesar de que Negri repetidamente questionara as tácticas das Brigadas, e de que foi declarado inocente nos vários juízos em que fora acusado directamente de acções violentas, no entanto ele passou quatro anos no cárcere. Em 1983, após resultar eleito como parlamentário polo Partido Radical, Negri saíu da cadeia. Mas quando o parlamento italiano revogou a sua imunidade parlamentária no mesmo 1983, Negri "preferiu a liberdade" (diz ele próprio) e fugiu para a França, onde residiu e trabalhou como professor universitário até 1997. Num juízo na sua ausência, Negri foi declarado culpável de ser o "cérebro" detrás das acções das Brigadas Vermelhas e condenado a 17 anos de cárcere. Em 1997 Negri regressou a Itália e foi de novo detido e enviado para a prisão. Perante esta situação, existe uma campanha pola anistia para Negri, com informação sobre todos os eventos, e com escritos do próprio Negri e de outros intelectuais, com tradução para vários idiomas (infelizmente, não para português, mas para castelhano e italiano). Acaba de criar-se também um grupo de discussão de livre acesso sobre Negri na Internet, segundo informação enviada por Júlio Béjar. Pode-se encontrar mais informação nos lugares Latest Censorship News e o Toni Negri archive. |
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